Familiares de presos mortos em rebelião reclamam por não poder realizar velório de familiares carbonizados no presídio de Altamira

Até o fim do dia de ontem, apenas onze corpos tinham sido enterrados nos cemitérios de Altamira, os outros corpos não foram liberados pelo IML, uma parente de um dos mortos reclamou dizendo: “A gente não pode nem fazer um velório e um sepultamento dignos, em uma hora dessas tem que ser sepultado às pressas, isso é muito triste para as famílias”.

A mulher que e cunhada de um preso que foi morto queimado durante a rebelião, segundo a família não foi possível fazer nem mesmo o velório ainda, a família disse que está esperando para velar o corpo.

A prefeitura disse que já foram cavadas 50 covas para que os corpos fossem enterrados, mas apenas 11 dos 27 corpos que estavam precisando de perícia tinham sido liberados, a prefeitura da cidade informou que foi preciso um numero a mais de trabalhadores e uma máquina para limpar e cavar o grande número de covas.

O trabalho do IML tem demorado por conta do grande número de corpos carbonizados, pois apenas 27 das vítimas foram reconhecidas por seus familiares que foram até o IML tentar a identificação dos corpos.

Já os outros 31 corpos não poderão ser identificados por familiares e terão que passar por exames de DNA, os peritos iram começar a coletar o matéria genético dos familiares a partir de hoje quinta-feira.

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No presidio a movimentação continua grande, peritos e familiares continuam por lá em busca de mais corpos e também em busca de informações dos mortos que possam ajudar na identificação, os parentes também estão recebendo apoio de alguns voluntários que estão doando comida, água e até roupas.

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